🛡️ Perito Lúcio Kids · Episódio 02

O apelido que deixou de ser brincadeira

Uma piada começa no recreio, vira apelido no grupo e continua mesmo depois de Leo parar de rir. Em 8 quadros, Sassa aprende uma regra simples sobre cyberbullying: se alguém pediu para parar, ficou triste ou está sendo machucado, não é mais brincadeira.

  • 🗂️ 8 quadros
  • ⏱️ 3 minutos
  • 👧 A partir de 5 anos
  • 👨‍👩‍👧 Ler junto com um adulto
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Conteúdo livre para compartilhar em grupos de família, turmas e escolas.

📌 Para o adulto que vai ler junto

Esta história ajuda a criança a perceber quando uma brincadeira passa do limite, inclusive quando ela mesma riu, curtiu ou compartilhou alguma coisa. A ideia não é procurar um vilão. É ensinar três atitudes: perceber, parar e ajudar. No final há um teste do Byte, cinco passos práticos e um quiz para conversar sobre cyberbullying sem transformar o assunto em palestra.

Episódio 02

Quando o Leo deixou de rir

Capa do Perito Lúcio Kids episódio 02, O apelido que deixou de ser brincadeira, com Perito Lúcio, Sassa, Leo e Byte.01

Perito Lúcio Kids apresenta: O apelido que deixou de ser brincadeira.

Mensagem do episódio: “Brincadeira boa é quando todo mundo pode rir.”

No recreio da escola, Leo escorrega ao chutar uma bola enquanto Sassa e outras crianças reagem ao tombo.02

No recreio, Leo tentou chutar a bola, escorregou e caiu. Todo mundo riu. Até ele. Alguém soltou: “Olha o Leo Escorrega!”

Narração: naquele momento, parecia só uma piada entre amigos. Ninguém estava triste e Leo também achou engraçado.

Sassa mostra o celular com o grupo da turma repetindo o apelido Leo Escorrega enquanto Leo aparece triste e Byte observa.03

Mais tarde, o apelido apareceu no grupo da turma. Depois veio outra mensagem, outra risada, outra repetição. A brincadeira saiu do recreio e entrou no celular.

Sassa: “Leo Escorrega de novo? No começo foi engraçado… mas agora estão mandando toda hora.”

⚠️ O sinal que muda tudo

Uma piada pode começar sem intenção de machucar. O problema aparece quando a pessoa deixa de se divertir, pede para parar e mesmo assim a exposição continua. Na internet, uma mensagem pode ser repetida, encaminhada e vista por muita gente, aumentando a vergonha de quem está do outro lado.

Fazer o Teste do Byte →
Leo está triste e quieto sentado ao lado de Sassa, Perito Lúcio e Byte depois de o apelido continuar.04

No dia seguinte, Sassa percebeu uma coisa importante. Leo não estava mais rindo. Ele ficou quieto e começou a se afastar do grupo.

Sassa: “Leo… você não gostou?” Leo: “No começo eu achei engraçado. Mas eu pedi para pararem e ninguém parou.”

Byte apresenta três perguntas para Sassa e Leo: a pessoa gostou, pediu para parar e eu gostaria disso comigo.05

Byte percebeu que aquela história tinha mudado e ensinou um teste rápido para usar antes de mandar uma piada, foto, apelido ou figurinha.

Byte: “A pessoa está se divertindo também? Ela pediu para parar? Você gostaria que fizessem isso com você?”

Sassa mostra no grupo da turma uma mensagem pedindo para todos respeitarem Leo e pararem com o apelido.06

Sassa lembrou que também tinha rido e participado. Em vez de fingir que não era com ela, decidiu ajudar a consertar.

Sassa no grupo: “Gente, o Leo pediu para parar. Vamos respeitar!” Byte: “Perceber o erro e fazer diferente também é coragem.”

Perito Lúcio conversa com Sassa e Leo e ensina que, quando alguém pede para parar, a gente respeita também na internet.07

Sassa quis entender melhor. Afinal, uma brincadeira na internet pode machucar mesmo sem ninguém encostar na pessoa?

Perito Lúcio: “Pode. Palavras, imagens e mensagens também machucam. Quando alguém pede para parar, a gente respeita.”

Leo volta a sorrir e brincar com Sassa, um amigo, Perito Lúcio e Byte, com a frase brincadeira boa é quando todo mundo pode rir.08

Sassa pediu desculpas, o grupo parou com o apelido e Leo voltou a brincar com os amigos. Ninguém precisou fingir que estava tudo bem.

Sassa: “Desculpa, Leo. Eu também participei.” Leo: “Eu só queria que parassem.” Todos: “Combinado.”

🏁 Fim do episódio 02

A regra do Perito Lúcio

Se machuca, humilha ou continua depois do “pare”, não é brincadeira

01🚫

Não participe

Não curta, não compartilhe e não encaminhe algo feito para humilhar uma pessoa.

02✋

Peça para parar

Se for seguro, diga com clareza que aquilo passou do limite e precisa parar.

03💙

Ajude quem ficou triste

Uma mensagem simples como “estou com você” pode mostrar que a pessoa não está sozinha.

04🗣️

Conte para um adulto

Pais, responsáveis, professores ou outro adulto de confiança podem ajudar a interromper o problema.

05📱

Guarde as mensagens

Se estiver acontecendo repetidamente, mostre as mensagens a um adulto antes de apagar ou sair do grupo.

💡Quem errou também pode fazer diferente. Se a criança riu, curtiu ou compartilhou algo e depois percebeu que machucou alguém, o caminho é parar, reconhecer e ajudar a consertar.

Teste do Byte

Três perguntas antes de enviar

Antes de mandar uma piada, apelido, foto, vídeo ou figurinha sobre alguém, faça este teste. Se alguma resposta deixar você em dúvida, a escolha mais segura é não enviar.

Treinar no quiz →
  • 🙂A pessoa está se divertindo também? Se só quem manda está rindo, alguma coisa está errada.
  • ✋Ela pediu para parar? “Para”, “chega”, “não gostei” e silêncio triste precisam ser respeitados.
  • 🪞Eu gostaria que fizessem isso comigo? Trocar de lugar ajuda a perceber o que pode machucar.

🚨 Se a criança estiver sendo ameaçada, perseguida, exposta repetidamente ou tiver medo de ir à escola, jogar ou entrar nos grupos, envolva um adulto de confiança e a escola. A criança não deve carregar o problema sozinha.

Missão relâmpago

Quiz da Agente Sassa

Quatro situações para responder junto com a criança. No final sai o nível de agente dela.

Pergunta 1 de 4

Todo mundo está rindo de um apelido, mas a pessoa ficou triste e pediu para parar. O que fazer?

Quando alguém pede para parar ou deixa de se divertir, a brincadeira terminou para aquela pessoa.

Você recebeu uma figurinha feita para zoar um colega. Qual atitude ajuda de verdade?

Não compartilhar corta o caminho da humilhação e evita que mais gente transforme aquilo em espetáculo.

Sassa percebeu que também riu e compartilhou. O que ela pode fazer agora?

Errar não obriga ninguém a continuar errando. Reconhecer e corrigir é parte do aprendizado.

Um amigo está sendo zoado repetidamente no grupo e não consegue fazer isso parar. O que você pode fazer?

Ajudar também é procurar apoio. Pais, responsáveis e professores podem interromper o problema com mais segurança.

Agente Sassa

4 de 4

Missão cumprida. Agora você sabe reconhecer quando uma brincadeira passou do limite.

Conversa que protege

Seu filho sabe que pode contar sem medo?

Cyberbullying costuma crescer no silêncio. Quando a criança sabe que pode mostrar uma conversa, uma figurinha ou um grupo sem ser julgada imediatamente, fica mais fácil pedir ajuda cedo.

Proteção digital para famílias →

Conversa em família

Três perguntas para fazer hoje

Sem interrogatório e sem procurar culpado. A meta é entender como a criança enxerga brincadeiras, apelidos e grupos.

  1. 01 Como você percebe que uma brincadeira deixou de ser divertida para alguém?
  2. 02 Se um amigo pedisse para pararem de zoar e ninguém parasse, como você poderia ajudar?
  3. 03 Se você tivesse participado e depois percebesse que machucou alguém, o que poderia fazer para consertar?

A criança não precisa ser perfeita para aprender segurança e respeito digital. Ela precisa saber que pode reconhecer um erro, pedir ajuda e fazer diferente na próxima vez.

Passe adiante

Uma conversa pode parar a zoeira antes que ela vire sofrimento

Manda para uma família, uma professora, uma escola ou um grupo em que essa história possa abrir uma conversa boa com as crianças.

Link copiado.

Dúvidas dos adultos

Como explicar cyberbullying para crianças

Quando uma brincadeira pode virar cyberbullying?

Quando mensagens, apelidos, imagens, vídeos ou outras ações digitais passam a humilhar, perseguir ou machucar alguém, especialmente de forma repetida ou depois de a pessoa pedir para parar, o problema deixou de ser uma brincadeira.

Meu filho riu ou compartilhou. Isso significa que ele é uma criança má?

Não. Crianças estão aprendendo limites, empatia e convivência. O importante é interromper a participação, reconhecer o impacto, reparar quando possível e aprender uma forma melhor de agir.

O que a criança deve fazer ao ver um amigo sendo humilhado em um grupo?

Não compartilhar, não aumentar a exposição, apoiar o amigo e procurar um adulto de confiança. Se for seguro, também pode dizer no grupo que a pessoa pediu para parar e que aquilo não está legal.

É melhor apagar as mensagens de cyberbullying?

Se a situação for repetida ou séria, primeiro mostre o conteúdo a um adulto e preserve as mensagens necessárias para entender o que aconteceu. Depois, o adulto pode orientar bloqueio, denúncia, conversa com a escola ou outras medidas adequadas.

Conteúdo criado por

Leandro Lucio

Especialista em Cyber Security e Digital Forensics. No Perito Lucio Kids, transforma situações reais de segurança e convivência digital em histórias simples para crianças, famílias e escolas conversarem antes que o problema cresça.

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Precisa de ajuda?

Quando a criança sofre no digital, o problema não deve ficar só com ela

Se houver exposição, perfil falso, ameaça, perseguição ou conteúdo sendo espalhado para humilhar uma criança, preserve o que aconteceu e procure ajuda de um adulto de confiança, da escola e, quando necessário, orientação especializada.