$ ./incidente --conter --preservar
[1] registrar data, hora e sintomas observados
[2] isolar da rede sem improvisar a coleta
[3] usar canal externo ao ambiente comprometido
[4] preservar logs antes da rotação ou limpeza
[5] mapear sessões, tokens e acessos ativos
[6] validar o backup antes de restaurar
status: evidência primeiro, recuperação depois
Conta pessoal invadida, WhatsApp clonado, golpe no Pix ou exposição de fotos?
Empresa invadida? A primeira hora define o prejuízo.
Ransomware, servidor comprometido, fraude no e-mail corporativo, acesso indevido ou vazamento de dados exigem contenção rápida, mas não improvisada. Eu ajudo sua empresa a preservar evidências, entender o alcance real do ataque e recuperar o ambiente sem apagar o que explica como tudo aconteceu.
Isolar não é simplesmente desligar. Essa diferença pode apagar a resposta.
Memória, conexões abertas, processos e sessões ativas são evidências voláteis. Elas podem desaparecer quando um equipamento é desligado. Sempre que for possível e seguro, a prioridade é isolar o sistema da rede sem desligá-lo. Se não houver outra forma de interromper a propagação, o desligamento pode ser necessário e deve ser registrado.
O invasor pode continuar vendo a reação da empresa.
Se o e-mail corporativo ou a colaboração interna estiverem comprometidos, discutir a resposta nesses mesmos canais pode avisar o atacante. Telefonia, mensageria externa previamente validada e uma sala de crise separada reduzem esse risco.
Registre o momento da descoberta
Anote quem identificou, horário, equipamento, mensagem exibida e o que mudou no ambiente.
Isole com coordenação
Desconecte rede, VPN ou segmento afetado conforme o cenário, evitando ações aleatórias em massa.
Congele os logs
Exporte ou aumente a retenção de registros de firewall, identidade, nuvem, e-mail, VPN e endpoints.
Proteja o backup
Evite que o ambiente comprometido continue alcançando cópias online, repositórios ou credenciais de backup.
Mapeie antes de revogar
Troca de senhas e revogação podem ser urgentes, mas devem preservar registros e identificar sessões persistentes.
Não restaure por cima
Preserve a máquina afetada antes de formatar, reinstalar ou restaurar a cópia de segurança.
Cada incidente tem uma evidência que desaparece primeiro.
Selecione o cenário mais próximo do que sua empresa está enfrentando. O botão leva ao formulário com o tipo de incidente já preenchido.
Arquivos criptografados ou sistemas indisponíveis
Bilhete de resgate, extensões alteradas, servidores parados ou backup inacessível.
- Identificar a variante e a extensão do comprometimento
- Verificar se houve extração de dados
- Separar recuperação de investigação
Desvio de boleto, Pix ou mudança de dados bancários
Fornecedor falso, domínio parecido, caixa postal invadida ou regra de encaminhamento escondida.
- Preservar o e-mail com cabeçalhos completos
- Revisar regras, logins e aplicativos conectados
- Determinar por quanto tempo houve acesso
Ex-funcionário, terceiro ou conta esquecida
VPN ativa, conta compartilhada, acesso em nuvem ou download fora do padrão após desligamento.
- Determinar o que foi acessado e de onde
- Preservar registros de autenticação e download
- Distinguir falha de revogação de conduta indevida
Dados de clientes ou colaboradores expostos
Base publicada, amostra à venda, cliente alertando a empresa ou exportação não autorizada.
- Confirmar se o material é verdadeiro
- Delimitar dados e titulares potencialmente afetados
- Produzir informação para decisão regulatória
WordPress, hospedagem ou infraestrutura comprometida
Redirecionamento, página de phishing, minerador, spam, usuário desconhecido ou alteração de arquivos.
- Identificar plugin, senha, painel ou serviço explorado
- Verificar uso do domínio contra terceiros
- Recuperar sem reinstalar a mesma brecha
Manipulação, desvio ou uso indevido interno
Divergências recorrentes, extração de informação, alterações fora de padrão ou suspeita de conluio.
- Conduzir a apuração com sigilo
- Preservar dispositivos e registros sem antecipar a ação
- Respeitar limites legais e de privacidade
Não espere ter todas as respostas para começar a preservar.
Descreva o que foi identificado e o que a equipe já fez. A triagem inicial serve para organizar o próximo passo sem receber credenciais ou arquivos suspeitos.
O ataque acontece uma vez. A destruição da evidência pode continuar por horas.
Pressão para voltar a operar costuma produzir decisões rápidas que dificultam a investigação e podem permitir a repetição do incidente.
Desligar equipamentos sem avaliar o cenário
Memória, processos e conexões podem desaparecer. Quando o desligamento for necessário para conter propagação, ele deve ser registrado como decisão de contenção.
Restaurar backup por cima da máquina afetada
Isso mistura recuperação com investigação, apaga a cena e pode reintroduzir uma persistência que já estava presente na cópia.
Formatar, reinstalar e devolver à produção
A urgência operacional é compreensível, mas sem preservar a origem do ataque a empresa pode reabrir exatamente a mesma porta.
Trocar credenciais de forma descoordenada
Revogar acessos pode ser urgente. O erro é fazê-lo sem preservar logs, mapear sessões, tokens, regras de e-mail e contas privilegiadas.
Pagar ou negociar antes da análise técnica
Pagamento não garante recuperação, não impede vazamento e pode ocorrer mesmo quando existe alternativa técnica ou backup recuperável.
Comunicar clientes antes de conhecer o escopo
Uma mensagem incompleta ou incorreta pode ampliar o problema. A comunicação precisa partir de fatos confirmados, risco avaliado e plano de mitigação.
Copiar uma pasta não é preservar uma evidência.
Uma coleta forense busca manter integridade, contexto e rastreabilidade. O objetivo é permitir que a análise seja repetida, explicada e tecnicamente defendida meses depois.
A resposta depende do que ainda existe quando a investigação começa.
Memória, conexões, logs e marcas de tempo contam partes diferentes da história. A imagem forense captura o conteúdo do dispositivo de forma integral; o hash ajuda a demonstrar que o material analisado permanece idêntico ao material coletado.
A cadeia de custódia registra quem coletou, quando, de onde, como armazenou e quem teve acesso. Técnica sem documentação deixa uma lacuna. Documentação sem técnica também.
Memória e processos
Sessões, chaves, processos ativos e conexões que podem desaparecer com o desligamento.
Logins e tokens
Autenticações, sessões persistentes, MFA, aplicativos conectados e regras de acesso.
Firewall, VPN e DNS
Origem, destino, volume, horários, túneis e movimentação entre segmentos.
E-mail e serviços SaaS
Auditoria, encaminhamento, consentimentos, exportações e alterações administrativas.
Imagem forense
Arquivos atuais, apagados, áreas não alocadas e artefatos do sistema.
Linha do tempo interna
O que a equipe viu, decidiu e executou desde o primeiro alerta.
Dispositivo, conta, sistema, origem e responsável.
Método, data, horário, ferramenta e operador.
Hash, lacre lógico e validação do material.
Armazenamento, acesso e movimentação documentados.
Nem todo incidente vai para a ANPD. Mas a avaliação precisa começar cedo.
A comunicação é exigida quando a ocorrência estiver confirmada, envolver dados pessoais sujeitos à LGPD e puder causar risco ou dano relevante aos titulares. A análise depende do tipo de dado, quantidade de pessoas, contexto, proteção existente e impactos possíveis.
Prazo geral para o controlador comunicar à ANPD e aos titulares quando o incidente puder causar risco ou dano relevante.
Prazo para complementar, de forma fundamentada, informações que não estavam disponíveis na comunicação inicial.
Prazo mínimo de guarda do registro do incidente, inclusive quando ele não tiver sido comunicado.
Três dias úteis não são três dias para investigar tudo.
É um prazo para preservar, confirmar os fatos mínimos, avaliar risco, registrar decisões e preparar uma comunicação preliminar quando ela for necessária.
O prazo geral pode ser contado em dobro em situações previstas pela ANPD.
O enquadramento como agente de tratamento de pequeno porte e as condições regulatórias precisam ser verificados no caso concreto. A classificação não deve ser presumida apenas pelo tamanho da empresa.
A comunicação é feita pelo SEI! ANPD.
O peticionamento deve ser realizado pelo encarregado ou por representante legalmente constituído do controlador, com documentação de representação.
Esta página apresenta orientação técnica geral e não substitui análise jurídica, regulatória ou contratual específica. A decisão de comunicar deve ser tomada pelo controlador com apoio das áreas responsáveis.
Não é apenas descobrir o que aconteceu. É produzir uma resposta utilizável.
O trabalho segue uma sequência que separa contenção, investigação e recuperação, reduzindo decisões baseadas em suposição.
Triagem e contenção orientada
Entendimento inicial, priorização dos ativos, decisões de isolamento e preservação do que pode desaparecer primeiro.
Coleta e preservação
Logs, artefatos, imagens forenses, registros de identidade e abertura formal da cadeia de custódia.
Vetor de entrada
Credencial, phishing, serviço exposto, vulnerabilidade, terceiro, configuração, abuso interno ou combinação de fatores.
Linha do tempo
Quando começou, quanto tempo permaneceu, quais ações foram executadas e como o acesso evoluiu.
Escopo real
Sistemas, contas, dados, titulares, operações e terceiros potencialmente afetados.
Contenção definitiva e relatório
Fechamento do vetor, verificação de persistência, recomendações e documento técnico para decisões internas, seguradora, assessoria jurídica ou autoridade.
- Vetor de entrada e período provável do comprometimento
- Sistemas, contas e dados potencialmente acessados
- Persistências, sessões e acessos que precisam ser revogados
- Medidas para recuperar sem repetir a mesma falha
- Documentação técnica para sustentar decisões
- Recuperação garantida de dados sem backup íntegro
- Identificação nominal do autor em qualquer cenário
- Reconstrução de períodos sem logs ou evidências
- Controle sobre dados que já foram publicados
- Resultado jurídico específico
Perguntas comuns antes de solicitar uma triagem.
Minha empresa foi invadida. Devo desligar os servidores?
Nem sempre. A primeira opção costuma ser isolar da rede preservando o equipamento ligado, porque memória e sessões podem ser importantes. Se não houver outra forma de interromper a propagação ou proteger sistemas críticos, o desligamento pode ser necessário. Registre a decisão e o horário.
Posso restaurar o backup imediatamente?
Primeiro preserve o sistema afetado e valide o backup. Restaurar por cima da máquina comprometida pode apagar evidências e reintroduzir uma persistência que já existia na cópia.
Trocar todas as senhas é errado?
Não. Revogar acessos e trocar credenciais pode ser urgente. O problema é fazer isso sem coordenação, sem preservar logs e sem mapear sessões, tokens, regras de encaminhamento e contas privilegiadas.
Todo vazamento precisa ser comunicado à ANPD?
Não. A obrigação depende de ocorrência confirmada, envolvimento de dados pessoais sujeitos à LGPD e possibilidade de risco ou dano relevante aos titulares. O controlador precisa avaliar e registrar essa decisão.
Posso enviar o arquivo suspeito pelo formulário?
Não. O formulário é apenas para contexto inicial. Arquivos, credenciais, dumps, imagens de disco e evidências devem ser transferidos por canal seguro definido depois da triagem.
A perícia garante recuperação dos arquivos?
Não existe garantia responsável sem conhecer o cenário. A possibilidade depende da variante, integridade do backup, extensão do comprometimento e evidências ainda disponíveis.
Me conte o que está acontecendo.
Quanto mais claro o contexto, mais rápido é possível identificar o que precisa ser preservado e qual deve ser o próximo passo. Não envie senhas, códigos, chaves, arquivos suspeitos ou dados pessoais de terceiros.
Descreva o que foi identificado e quando o primeiro sinal apareceu.
Informe o que já foi feito pela equipe interna, fornecedor ou hospedagem.
Indique o possível impacto em dados pessoais, operação, clientes ou pagamentos.
A transferência de evidências só deve ocorrer depois da definição de um canal seguro e de um procedimento de custódia.
Solicite uma avaliação inicial
Campos marcados com * são necessários para organizar o retorno.
Solicitação registrada.
As informações foram enviadas. Mantenha os sistemas preservados e evite novas alterações até receber orientação.